Com oito filmes feitos, dirigindo e atuando em todos, Afonso Brazza se tornou um dos mais originais diretores do cinema brasileiro. Esse título lhe rendeu matérias no Fantástico, MTV, na Veja, O Globo, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Estado de Minas, Correio Braziliense, Jornal de Brasília, Tribuna da Imprensa e até entrevista para revistas européias e para o Programa do Jô. Fuga Sem Destino, último filme de Brazza acabou de ser concluído e foi exibido no 30º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em novembro 2006.
ÁreaCinema
Ramo de AtividadesCinema
Local de NascimentoSão João do Piauí, 1955
Data de Nascimento1955
Data de Falecimento29/07/2003
BiografiaJosé Afonso dos Santos Filho, Afonso Brazza, aprendeu tudo que sabe sobre cinema dentro de um dos principais movimentos do cinema nacional da década de 70, desenvolvido na Boca do Lixo, em São Paulo. "Depois de 1980, quando o movimento da Boca começou a cair, o cinema nacional nunca mais viveu um período como aquele, com mais de 50 filmes lançados por ano", diz ele, que morou na avenida Rio Branco de 1969 a 1980, época de grande efervescência cinematográfica nas ruas próximas à Estação da Luz, como a Vitória e a do Triunfo e à antiga rodoviária de São Paulo. O local foi batizado de Boca do Lixo e ganhou seu destaque no cinema brasileiro por flertar com o cinema marginal e experimental, produzindo cerca de 700 filmes de 1972 a 1982.
Com o dinheiro acumulado da venda de picolés, Brazza se vestiu com uma roupa social e burlou a vigilância, chegando de ônibus à antiga rodoviária paulistana. "Estava arrumado, sabia conversar, e aí pedi informações sobre onde ficava o pessoal do cinema". Acabou parando no Brás, onde José Mojica Marins mantinha um escritório. O criador do Zé do Caixão simpatizou com Brazza, o que fez com que ele começasse a trabalhar junto ao meio cinematográfico. "Encontrei a arte na rua do Triunfo", conta.
A agitação do local iria influenciá-lo em toda a sua produção. "Via aquelas viaturas saindo de madrugada atrás dos vagabundos rasgando pneu... pô, aquilo era cena de filme. Tinha um pouco de prostituição, mas havia os pontos de encontros, o Bar Soberano, o do Saci, era muito gostoso viver tudo aquilo". A paranaense Claudette Joubert, sua viúva, trabalhou como modelo e atuou em comerciais de tevê e iniciou-se no cinema ao lado de Vera Fischer, em "Sinal Vermelho, as Fêmeas" (1972), de Fauzi Mansur, e atuou em outros 23 filmes produzidos na Boca, como "O Exorcista de Mulheres" (1974), "As Amantes de um Canalha" (1977) e "Os Violentadores" (1978), os três de Tony Vieira.
Discografia / FilmografiaComo Diretor
"O Matador de Escravos" (1982)
"Os Navarros" (1985)
"Santhion Nunca Morre" (1991)
"Inferno no Gama" (1993)
"Gringo Não Perdoa, Mata" (1995)
"No Eixo da Morte" (1997)
"Tortura Selvagem a Grade" (2001)
"Fuga Sem Destino" (2002)
Como Ator
"Traídas pelo Desejo"(1976)
"O Trapalhão no Planalto dos Macacos"(1976)
"As Amantes de um Canalha"(1977)
"O Matador de Escravos"(1982)
"Os Navarros" (1985)
"Santhion Nunca Morre" (1991)
"Inferno no Gama" (1993)
"Gringo Não Perdoa, Mata" (1995)
"No Eixo da Morte" (1997)
"Tortura Selvagem a Grade" (2001)
"Fuga Sem Destino" (2002)