Dulcina de Moraes vem de uma geração de atores, filha de Conchita e Átila de Moraes. O amor pelo teatro estava no sangue. Nasceu durante uma turnê da companhia mambembe de seus pais. Não por acaso, seu primeiro papel como atriz foi com apenas um mês de vida, como uma boneca.
Reconhecida pelo estilo próprio de fazer comédia ligeira e sofisticada, a imprensa da época, ao mesmo tempo que elogiava sua sinceridade, naturalidade e temperamento vivaz, tecia fortes críticas a seus excessos e sua falta de domínio do rosto e dos gestos, nada comedidos. Foi com a ajuda do autor Oduvaldo Vianna que a atriz conseguiu transformar em expressividade seu nervosismo, de acordo com Mário Nunes em seu livro 40 Anos de Teatro.
Ganhou inúmeros prêmios, como a medalha do mérito da Associação Brasileira de Críticos Teatrais (ABCT), como melhor atriz de 1939 e, dez anos depois, como melhor direção por Mulheres, de Claire Boothe.
Uma vida dedicada ao teatro
Sua maior contribuição ao patrimônio cultural brasileiro, no entanto, foi a criação da Fundação Brasileira de Teatro (FBT), em 1950. Ciente da necessidade de uma preparação técnica e acadêmica à profissão de ator, criou uma escola que tinha os melhores diretores e professores, uma das primeiras especializadas na formação em teatro do país.
ÁreaCinema
Ramo de AtividadesTeatro, cinema
Local de NascimentoValença, RJ
Data de Nascimento1908
Data de Falecimento1996
BiografiaA Biografia detalhada pode ser encontrada na bibliografia abaixo
Dulcina e o teatro do seu tempo. De Sérgio Viotti. Lacerda Editores, 645 páginas.
- Série Teatro Brasileiro - Bastidores. De Simon Khoury. Editora Letra & Impressões, 512 páginas.
- Dulcina de Moraes - Memórias de um teatro brasileiro. De Michelle Bastos. LGE Editora, 303 páginas.
- Teatro Caleidoscópio. De André Amaro. Edição FAC, 318 páginas.
- 24 horas de sonho. Realizado por Chianca de Garcia em 1941, o filme foi recuperado recentemente do acervo da antiga Cinédia.