A cantora morou com seus pais até os oito anos na Vila Planalto, numa casa de madeira, com um quintal maravilhoso e um balanço na árvore, além de uma mãe super protetora. "Não tinha muita liberdade em relação às amizades", confessa a cantora.
ÁreaMúsica
Ramo de AtividadesCantora
Local de NascimentoBrasília
Data de Nascimento28/03/1967
BiografiaNo dia 28 de Março de 1967 nasceu, em Brasília, Célia Porto, a filha caçula da família Porto. De três mulheres, foi a única que nasceu em um hospital, por isso, ela se classifica como filha temporã, a rapa do tacho.
A cantora morou com seus pais até os oito anos na Vila Planalto, numa casa de madeira, com um quintal maravilhoso e um balanço na árvore, além de uma mãe super protetora. "Não tinha muita liberdade em relação às amizades", confessa a cantora.
Foi tia aos quatro anos, e teve a oportunidade de brincar com seus sobrinhos, Taís de Oliveira e Alessandro Porto. Não era travessa, mas já fez muita bagunça, normal para qualquer criança. "Soltávamos pipa, assustávamos as pessoas com cobrinhas de meias saindo do esgoto", conta.
Com a mudança de seus pais para uma chácara localizada no entorno do Distrito Federal, Célia passou a morar com uma de suas irmãs. "Mudar para a casa da minha irmã Carminha foi legal. Fiquei mais independente já com oito anos, porque você longe dos pais cria autodefesas", afirma a cantora.
Desde criança gostava de cantar, quis ser bailarina, mas abandonou o balé porque não suportava os frufrus. Encontrou no karatê e na natação esportes que viriam no futuro ajudá-la a movimentar-se melhor no palco.
Na adolescência queria revolucionar o mundo. Foi "meio" hippie, mas não seguiu a ideologia. Depois veio a era punk. "Gostava de ser do contra, de fazer as coisas diferentes e ser um pouco agressiva", comenta.
Enquanto as amigas faziam ginástica rítmica, ela praticava natação. Na realidade, Célia morria de medo de fazer coisas erradas. Tirava notas boas, foi representante de turma, levou apenas uma suspensão por matar aula no banheiro e pegava ônibus para ir a escola como qualquer garota de classe média.
Na adolescência, não tinha grandes pretensões em se tornar cantora. Envolveu-se com a música e teatro e, ao mesmo tempo, aspirava abrir uma academia e dar aulas de karatê.
Formou-se em letras pelo Centro Universitário de Brasília (UNICEUB) e estudou canto na Escola de Música de Brasília. Durante muito tempo trabalhou a voz. Reconhecia que tinha potência e volume, mas precisava domá-la. Célia estava tão envolvida com a música que nem participou da formatura. Hoje, tem vontade de fazer um curso de extensão voltado para fonoaudiologia.
Começou a trabalhar aos 17 anos. Seu primeiro emprego foi na tesouraria da escola. Fez, também, um curso de secretária executiva no SENAC. Não gostava de ser sustentada, no entanto, todos da família a ajudavam quando precisava.
Não é autodidata, precisa da presença de um professor para aprender.
Com uma vida agitadíssima Célia precisou abrir mão da malhação para poder tirar carteira de motorista.
Largar o emprego para ser cantora também marcou sua história. "Trocar o certo por uma coisa que ia ter retorno a médio ou longo prazo foi muito complicado", conta ela.
Neste ano, Célia lançou seu 3º CD, intitulado Palhaço Bonito.
Hoje está casada com Rênio Quintas, que é maestro e compositor, com o qual acaba de ter um filho.
Célia já fez um trabalho com crianças carentes, ensinando música. "O trabalho foi muito bonito e quando estava ficando bom, o pessoal do governo resolveu tirar a musica do projeto. Eles falaram vamos tirar a música e colocar carpintaria", diz indignada. Planeja no futuro voltar com um projeto voltado aos meninos de rua.